sábado, 25 de janeiro de 2014

Colônia x Lago Hime

Rio, 24/01/2014

  Hoje o passeio foi bem quente, sem árvores protegendo do sol e sem cachoeira. A galera que conheci  através de um amigo nesse trabalho temporário curte uma aventura leve. Todos ficaram empolgados com a ideia de conhecer o Lago Hime mas, como tudo tem seu preço e ele foi pago com muito suor, arranhões e espinhos. Reclamaram bastante! Acho que da próxima vez vão me dar ouvidos, eu sou redundante na questão pés protegidos, é muito importante estar de tênis ou bota. Trilha é isso mesmo, aquelas fotos bonitas de lugares magníficos exigem as vezes muito esforço e determinação, tem que gostar de verdade.
Enquanto estávamos na sombra era só felicidade, meu xará é muito figura olhem como ele agradece...

O pessoal reclamou muito desse mato baixo, perto do capim navalha que nos engole em algumas trilhas esse era grama, se fosse navalha eu nem estaria aqui escrevendo... (risos) Eles nem queriam parar muito pra sair logo do mato e para fugir de uma planta muito espinhosa que predominava a região em meio ao matagal. Solanum aculeatissimus - Nome Popular Arrebenta Cavalo.
Acho esse passeio belíssimo, uma das melhores vistas do parque. A esquerda da subida temos a Serra da Escada D'água e sua extensão mais alta o Morro Mariana Cascardo e o Morro e Pedra do Quilombo mais a esquerda ainda.

Aqui todos puderam respirar aliviados pois o mato tinha acabado, só restava mesmo a estradinha que nos levaria até o lago parcialmente aterrado. Fiquei triste de ver ele daquele jeito era realmente bonito.
Antes
Depois


 Fomos em direção ao outro lago e tomamos um banho quente pra refrescar só revolvendo a água ou indo pro fundo. Após esse banho mais relaxante que refrescante partimos em direção a saída antiga que era o muro, o que garantiu boas risadas por causa das reclamações.

Até breve pessoal!




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Represa do Ciganos

Rio, 20/01/2014

A algum tempo não faço um relato. Tenho feito umas trilhas relâmpago, de bike quase sempre, todas mais do mesmo. Mas é muito prazeroso poder contar algum acontecido na trilha. Um bicho que foi avistado, uma cobra como foi o caso hoje, a quantidade de pessoas, ou o lixo que encheu quatro sacolas quando retornávamos. O feriado foi preenchido com um passeio bem bacana nesse canto.
Ao entrar na trilha foi algo como entrar num local com ar condicionado, e foi, só que esse era natural. Caminhada como sempre tranquila e cheirando a jaca, tinham muitas e uma foi provada pela primeira vez pelo Paulo. Chegamos na represa eu só olhei, estava tão sujo e tão cheio que não me animei a fotografar ali, também não me banhei na expectativa de alcançar logo meu objetivo, que era a cachoeira da foto abaixo.

Teve um lance bem maneiro, que foi quando chegamos nessa cachoeira e vimos três caranguejos disputando uma lagarta, cena única! O lugar me surpreendeu pela pureza da água e a quantidade de animais. Peixes de vários tipos, sapos, lagartas, caranguejos, pitus, girinos, libélulas etc.

Na volta passamos recolhendo todo lixo mais entranhado na mata que poderia não ser recolhido, num total de quatro sacolas entupidas! Fizemos nossa parte.
Essa companhia que tive hoje, foi mais uma amizade feita durante uma trilha assim como o Brandão e o Sivolella, que me conheceram numa situação inusitada no Morro do Urubu, (quem puder leia) esse também foi o caso desse camarada gente fina. Nos conhecemos numa dessas minhas idas rápidas ao Quitite, nesse  dia encontrei uma galera grande no Lago Azul, na volta desci com mais três pessoas, um deles, hoje me acompanhou nessa jornada, e assim conheci mais uma pessoa com gosto em comum e numa trilha.
O primeiro post de 2014. Pretendo  ainda esse mês ir numa certa cachoeira grande por ai, ou mesmo fazer a Gávea pelo Pico dos Quatro.
É isso pessoal, até a próxima!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Caminho do Quitite - Trilha do reencontro

Rio, 05/12/2013

  Essa caminhada surgiu como ideia de reaproximação depois de alguns anos que estive afastado e se tornou uma comemoração de aniversário, de uma figura muito querida, uma amizade de longa data. Fiz o convite pra caminhada e ele topou e ainda incrementou chamando mais amigos, afinal, trilhas são o meu ponto forte e elas também servem pra isso, aproximar pessoas. Temos esse prazer em comum o contato com a natureza. O dia estava bem quente, esperei até que todos chegassem e iniciamos a caminhada,  com a sauna no máximo, bem quente mesmo! Foi quase uma obrigação parar no primeiro poço.

A subida foi retomada, e lentamente chegávamos cada vez mais alto e o calor também. Houve um revezamento para carregar mais novo membro do clã, o filho do aniversariante, criança adorável por sinal. Mas, valeu todo o esforço ao ver ao ver a satisfação de pai mãe e filho em estar lá, na verdade de todos ao meu ver.
Paramos na casa do Bororó recuperamos as energias e ainda demos uma olhada no belo mirante que tem por ali, vale a pena.
Por Raphael Monteiro.

Seguimos para a parte mais complicada onde a trilha fecha um pouco e se torna mais íngreme mas, no final valeu todo o esforço como podem ver.
 Na descida paramos na cachoeira e quem quis se refrescou, fiquei só admirando debaixo do meu visual quase Árabe. Já sabem por que né? (risos)
Conheci um pessoal novo são bem legais, povo bem entrosado, gostei bastante desse reencontro. A chance de um recomeço buscando sempre o equilíbrio. Mal vejo a hora de poder reunir os velhos e novos amigos num passeio só, só teremos o que somar positivamente a partir de agora.

Agradeço muito a todos que foram e me deram essa oportunidade. Não posso deixar de dar os parabéns ao meu amigo Juan Faria!
Vamos nessa que esse verão promete, até lá galera!


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Vale de Santa Maria - Primeiro poço.

Rio, 27/11/2013

  A convite de um amigo que não via fazia alguns anos, fomos a um poço localizado no bairro de Santa Maria para um banho refrescante. Para chegar, basta descer no ponto final do ônibus da linha 763, num lugar chamado "Sartório" e subir toda vida a estradinha margeando um rio num vale em sua lateral. Em caso de dúvidas pergunte para qualquer morador, o pessoal é receptivo. Chegando a uma igreja, quase no fim dessa estradinha, quebre para a direita e em menos de três minutos se acha o rio, daí, é só subir e logo verá o poço feito com galhos e pedras. Esse amigo aproveitou oportunidade e  arrematou algumas tarefas  pendentes e recolheu alguns dos seus pertences nessa igreja. Revi alguns velhos conhecidos.

Como choveu esses dias, o fluxo d'água aumentou bem formando essa pequena cascata, nem preciso dizer como foi o banho.
Semana que vem se o tempo tiver bom teremos mais águas e o desbunde de algumas pessoas, até lá!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Pernoite da Proclamação da República.

Rio, 15/11/2013 e 16/11/2013

  O pernoite solitário aconteceu, esperei muito por um mas ele só aconteceu dessa forma, após muitos convites, planos impossíveis, muitos adiamentos e desculpas... decidi ir como nos velhos tempos das trilhas que fazia sozinho. É, já tive a companhia de muitas pessoas que não eram exatamente o que eu imaginava, poucos amigos e colegas de verdade. Poderia ter sido qualquer dia nem sei porque escolhi um feriado. Mas valeu, foi ótimo! Nem seria nessa localidade, tinha pensado na Praia do Meio, mas não quis correr o risco de ficar sem água, trocar o certo pelo duvidoso não é a minha. A bendita frente fria ainda não tinha chegado e com isso o clima estava super quente como de costume. Subi vagarosamente à tarde pois tinha muito trabalho a fazer entre eles, procurar um local, limpar, montar barraca, procurar lenha e pegar água. Por sorte encontrei um pessoal perto do ponto que eu fiquei, eu os vi, eles não. Com isso tive que mudar o local que havia pensado, uma mudança positiva, apesar de um pouco desnivelado serviu bem. A noite foi quente embalada por sons do Legião e do Alborada em seu início. Foi uma noite introspectiva não digo de relaxamento por que não tive conforto físico apenas mental. Eram só eu e os animais, muitos vagalumes por sinal, existe um que se assemelha a um besouro parecido com um carro com os faróis acesos, incrível! Fotos impossíveis, o bichinho não parava. Consegui manter a fogueira acesa a noite toda, como é bom ter a companhia de uma! Acordei bem cedo, tomei café, fui explorar um pouco o local e a tarde parti destino casa.
Casa na floresta

Vista da janela

A despedida diária do sol.

Só faltaram as batatas!
Até a próxima!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pedra do Telégrafo

Rio, 12/11/2013

  Dias que antecedem a chegada de uma frente e fria é assim, um calor escaldante, o sol parece um lança chamas te cozinhando vivo, encarar uma trilha sem fontes d'água foi complicado. Assim mesmo decidi com calor e tudo conhecer esse lugar com uma vista tão bonita, valeu a pena! Foi na exploração mesmo, pergunta a um aqui, a outro ali, e finalmente achamos a trilha. Assim que começa, depois de subir muito entre as casas, a rua vira uma estradinha de terra com um aclive constante, pudemos acompanhar um cano branco que por um longo trecho. Aquele cano estava na mira, na volta prometíamos achar uma emenda pra matar a sede e nos refrescar... Nos demos mal, estava seco! (risos) Panorama lindíssimo compensou o cansaço, de um lado a Restinga da Marambaia, do outro as belas Praias Selvagens.
A pedra a 350m cravados!
Caminho escaldante do cano seco.
 Ir ali me reservou uma surpresa, encontrei algo raro de ser ver um pequeno besouro "zumbificado". Anos atrás vi uma mosca atacada e morta por esse fungo, parecia de outra espécie mais claro e maior. Pra quem não sabe o que é isso, trata-se de um de fungo do gênero Cordyceps com quase quatrocentas espécies catalogadas, que literalmente assumem o comando do animal. Eles contaminam seu corpo e dos insetos incautos que se aproximarem por meio de esporos e agem em seu sistema nervoso, fazendo viver da maneira que convém ao fungo até a  morte trágica e "funguenta", por isso é chamado de fungo zumbificante, zumbi =  morto vivo. Eles podem atingir vários tipos de insetos, no caso das formigas eles as fazem ir em direção a terra úmida e fria, lugar propício a proliferação de fungos ao contrário do seu habitat natural as partes altas da floresta.

 O passeio não podia terminar sem um banho gelado nas águas da Barra de Guaratiba pra revigorar as energias e limpar as más.

Até a próxima trilha talvez algo refrescante.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cachoeira Grande - Piabetá - Magé

Rio, 29/10/2013

Hoje foi o dia de passear de trem, uma viagem relativamente longa com muitas figuras engraçadas, e coisas inusitadas, começando pela transferência entre trens. Na transferência para o trem que faz o percurso até Guapimirim não tem rede elétrica, ou seja, os vagões são puxados por uma composição a diesel. Fumacenta e muito barulhenta, a cada passagem de nível é uma buzinada. Antes fosse um barulho tranquilo, mas não é, e sim algo parecido com buzina de navio que mal dá pra conversar, sai meio surdo de lá. Nesses trens ninguém paga passagem são oferecidos de graça mesmo, de Saracuruna pra lá. Também pudera, um serviço lixo daquele. Finalmente chegamos ao destino e seguimos rumo a rodoviária e tomamos um ônibus até o local. A caminhada é bem tranquila por uma estradinha lá na frente o aclive começou a aumentar e a estradinha virou trilha.

Chegamos próximo ao rio onde tem essa ponte em perfeito estado, deu pra brincar um pouco de Indiana Jones. Estávamos em dúvida quanto a direção a seguir mas ao entrarmos na trilha que continuava foi aquele "bum" uma queda d'água gigantesca era vista de longe, fiquei impressionado! As cachoeiras aqui do Rio são bicas perto dessa.


Fiquei deslumbrado com o tamanho e beleza dessa cachoeira. Partimos pra cima em uma trilha que mais parece uma versão da "carrasqueira" muito úmida e escorregadia. Existiu no passado uma construção por onde passava um duto com água, hoje não existe mais, desintegrou-se com o tempo, restando apenas as bases e partes da escada que segue acompanhando os mesmos. Improvisaram um fio amarrado nas árvores próximas pra servir de apoio pois está muito ruim de passar em alguns trechos.

Fomos a parte alta da cachoeira lá tem uma represa bem legal e abandonada, além muito mato, até uma ilha fluvial se formou, vestígios de acampamento e caça também eram visíveis nas proximidades.

 Lá em cima foi o local que escolhemos pra um banho, um remanso lindo.

Pretendo voltar lá com mais tempo pra conhecer mais coisas, e lembrar que lá mesmo com tempo nublado os mosquitos são cruéis.

Já volto com mais trilhas! Até lá!