terça-feira, 21 de agosto de 2012

Travessia Tripla...

Domingo, 19/08/2012

  Ah! Nada como voltar ao lugar que você conquistou com as próprias pernas.
Foi esse meu domingo, uma travessia longa mais que esperada por mim e por outros. Essa foi tripla! Fomos em três lugares num dia só. Pau da Fome, Camorim e Vargem Grande, passando ainda na Pedra do Quilombo.
  O  cartão de visita não foi lá muito receptivo, logo no inicio da subida, motos desciam a trilha, você que não saísse do caminho... Contei pelo menos cinco! Pois é, e ainda tem gente que acha que somos nós montanhistas que destruímos as reservas florestais.
 Nossa subida foi bem tranquila, encontramos também alguns ciclistas no caminho, conversamos com um deles e compartilhamos uma vara de cana que tirei na hora. Estava muito boa! Hoje estava uma fartura de frutas, comemos muitas amoras silvestres, um cacau, pitangas doces como nunca comi, e nesperas. Fora a hortinha que tinha jiló e pimenta dedo de moça.













Dali nosso primeiro objetivo já estava à vista, a Pedra Do Quilombo.

Éramos observados de perto...

Matemos um ritmo constante ate a base da trilha de acesso ao Quilombo cansou um pouco, mas, a galerinha foi guerreira. Então, eles já puderam ter uma "palhinha" do que os esperava.

Mais um pouquinho de emoções na passagem pelo cabo de aço e na pequena escalaminhada na parte final.


Finalmente o cume!
A travessia ainda não tinha começado, precisávamos descer e caminhar um bom pedaço ainda. Até o alto das laranjeiras foi um pouco cansativo mas, depois é só alegria, descida direto até o açude, vimos a cachoeira escondida e seguimos até o lago que esta bem feio com nível baixo por conta do escoamento irregular. Nos refrescamos e demos sequência a última parte da travessia, rumo a Vargem Grande, desta vez sem Jaracas pelo caminho.
O clássico registro nessa imponente árvore para posteridade:

Trilha tranquila já descida é bem íngreme, vai encarar ela invertida?
Quero saber quem gostou da Maça de Fada? (risos)
Psychotria

Até a próxima aventura!




domingo, 5 de agosto de 2012

Adutora Veiga de Brito x Boiuna (via colinas)

Domingo, 05/08/2012

Amanheceu um belo dia de sol contrariando a previsão do tempo. Como sempre, deixei tudo arrumado na véspera mas mesmo assim tive um pequeno atraso no encontro com o pessoal. Isso não se repetirá!
Sendo assim, fomos ao inicio de mais uma aventura que já começa com emoções fortes ou o famoso " frio na barriga", como podem ver nas fotos.






Um pouco de história:
"Em 1951, iniciou-se um planejamento para suprir as necessidades de água até 1970 e o manancial escolhido foi o rio Guandu, com uma capacidade de 1,2 milhões de litros por dia. O projeto inicial acabou se estendendo e, ao invés de terminar no Reservatório do Engenho Novo, a adutora foi prolongada até a Zona Sul, no Reservatório dos Macacos, onde entrou em operação no ano de 1958. Nesta época, havia o ideal de abastecer 7,5 milhões de pessoas no ano de 2000 e, por este motivo, em 1966 foi inaugurada a segunda adutora do Guandu, a Adutora Veiga Britto, com a entrada em operação da Elevatória do Lameirão, considerada a maior estação subterrânea do mundo."


Fonte: Blog  A História de Realengo / Cedae

Após uma leve descida começamos a subir pra valer, e da primeira torre de energia o aqueduto parecia minúsculo. Passados alguns metros a frente o nosso amigo Brandão encontrou essa bela orquídea.
As surpresas não pararam por ai, um papagaio também entrou em cena para compor essa belíssima peça teatral organizada pela natureza. Ele voou quando passamos por ele emitindo o som que lhe é peculiar.
Nossa parada pro lanche foi  na parte alta das Colinas da Boiuna. Tivemos boas conversas, escambo e descontração.
Na descida algumas pessoas praticavam "trail" ou o famoso "motocross", acompanhamos tudo lá de cima, eles subiam e desciam os morros que por sinal estão sendo reflorestados. Resolvemos explorar mais ao invés de continuar o caminho que seria a etapa final da trilha. Fomos até outro morro e continuamos a descer em direção ao que eu chamei de ruínas que na verdade era o fruto da ostentação de alguém. Construída bem ali no meio daquela área verde, hoje resta pouco do que devia ser uma quadra poliesportiva com área de churrasqueiras, banheiros e tudo. Felizmente uma alma sensata impediu que aquilo continuasse e hoje, o local é abandonado servindo de casa para morcegos e marimbondos e sabe mais o que.

 Voltamos por um lugar novo inclusive pra mim, do contrário teríamos que voltar tudo ou seja, subir muito novamente. Chegamos a um portão e receosos de sair entrando, chamamos umas pessoas que estavam lá dentro e perguntamos se tinha saída para Boiuna, o que eles não confirmaram sem antes perguntar se éramos do Exército por causa da minha camisa camuflada. Tive que rir... "vocês são do Exército?" Esse lance de Exército me perseguiu hoje. No ponto de ônibus voltando pra casa um senhora criticou um garotinho que passou me olhando, acho que olhava pro meu cajado de trilha e ela comentou: " O menino fica olhando, parece que nunca viu alguém fardado!" Ela devia estar se referindo a minha camisa que era camuflada. (risos)


É isso galera em breve teremos mais!
Até lá!

Pensam que acabou?
Quando falei de frio na barriga falava sério!




domingo, 8 de julho de 2012

Morro da Cocanha



Sábado 06/07/2012

Como havia dito, o ritmo das trilhas aumentou consideravelmente, hoje fui a mais um cume, desta vez no P.N.T., seríamos três mais um companheiro nosso não pode ir infelizmente, ele junto é risada na certa. O morro da Cocanha fica ali bem ao lado do Bico do Papagaio, com poucos metros de diferença um do outro. Por incrível que pareça estava frio dentro da floresta, a intensidade da caminhada deu um jeito nisso rapidamente, fizemos essa subida  invertida, onde, na parte final ela inclina vertiginosamente, daquelas trilhas de subir na ponta dos pés.
Começando por partes, no inicio essa trilha é relativamente tranquila e com atrativos bem incomuns de se encontrar numa caminhada na floresta. Um exemplo disso é a ponte pênsil da “Cova da Onça”


Quase na parte íngreme da trilha fomos verificar uma outra secundária e nos deparamos com um portão bem antigo perto de uma construção do outro lado de uma cerca, era apenas o “humilde” quintal de uma das muitas mansões ali do Alto, um pouco abandonado e tomado pela dona desse planeta aquia natureza. É claro fui dar uma olhada.

O símbolo no portão
Era comum ver o calçamento usado na época do império daqueles parecidos com “pé de moleque”.  Também no meio da floresta havia uma espécie de caixa d’água bem antiga e muito bem acabada por dentro, encontramos um opilião, pela primeira vez um dos grandes. Fiquei muito feliz em ver esse bicho de perto!


Com o cansaço da subida meu companheiro olhava a todo o momento a altitude no GPS, quase uma contagem regressiva. Em mais alguns minutos subimos na pedra que é o verdadeiro cume e lá muitas fotos e o vídeo do cume.


















E foi isso, a próxima trilha vai ser molhada.
Até breve!

domingo, 1 de julho de 2012

Pedra Rosilha a exploração!


Sábado 30/06/2012

   Essa nova descoberta surpreendeu de cara com sua trilha íngreme e as muitas bifurcações.  Após cruzarmos um pequeno rio a trilha decolou e não parou mais, achamos outro curso d’água mais a frente e após muitos outros caminhos chegamos a uma casa, era a casa do Jorge, uma pessoa simpática e hospitaleira. Ele nos deu algumas dicas do caminho que foram de grande valia.

Muito bonita essa parte, durante um bom pedaço o chão era feito de pedra, não era como andar num morro feito assim, mas uma trilha comum que a terra foi substituída por rocha, cercada de quaresmeiras, bromélias e uma planta que lembra a sisaleira. 
A frente, fui de teimoso a esquerda numa bifurcação, (mais uma) achando ser o caminho correto mas, pela quantidade de galhos e a vegetação mais alta já deveria imaginar. La na frente a trilha sumiu e dei de cara com essa galerinha ai:
Meu companheiro preocupado disse: "melhor você sair da André", não era pra menos! Fotografei e dei meia volta. Após retornar ao caminho correto a inclinação aumentou mais, chegávamos na parte mais rochosa da trilha com pedras gigantescas que nos fazem parecer formigas, uma parecia muito com o formato de uma capivara. Essa parte também lembra a trilha do Roncador na Colônia Juliano Moreira.

Pedra da Capivara





























Dava pra perceber que estava próximo, chegamos um pouco esquerda paralelamente a rocha no que parecia um caminho marcado. Ali fui dar uma de “Tarzan”, subi numa árvore pra ver o que de baixo parecia viável como caminho, ficamos realmente na dúvida. Olhando lá de cima era muito inclinado e com muitos cactos um vacilo e eu me transformaria num ouriço. Nessa parte a emoção foi tamanha que nem fiz fotos.
Voltando ao  trecho onde  saímos da trilha, seguimos nossa jornada até ver os primeiros raios de luz vindos do outro lado da pedra,  era o cume próximo. Em breves instantes alcançávamos o topo, uma sensação indescritível você sair da sombra da mata e dar de cara com o sol num lajeado desses, eu me sinto recompensado.
Pose no cume verdadeiro











 De lá meu companheiro chamou a atenção pra uma cachoeira no meio da floresta, não tinha visto, mas tinha certeza, era o Véu de Noiva do Camorim. Fizemos um lanche à base do escambo e depois fomos relaxar um pouco à sombra da pedra que é o cume real. Sinceramente não dava vontade de sair.
Na volta aceitamos o convite do Jorge e passamos na sua “casa de campo”. Ele nos ofereceu um aipim delicioso, água da fonte e umas bananas figo. Foto pra posteridade:



Mais uma missão cumprida até mais ver pessoal!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Irmão Maior

Domingo, 24/06/2012

  Depois de uma pausa forçada nas caminhadas por causa da chuva e incompatibilidade de horários, finalmente a espera tinha acabado, e pude minimizar minha abstinência por montanhas. A convite de um amigo nosso fomos conhecer essa nova bela vista.
Desta vez, fomos ao Irmão Maior uma pedra imponente na zona sul do rio. A "pacificação" facilitou o acesso nesse sentido, o local estava cheio de turistas e outros aventureiros nativos. Um local estratégico que proporciona uma vista estonteante da cidade 360º. Pedra da Gávea de um lado, Lagoa e Pão de Açúcar do outro, o mar, a floresta. Que cidade linda e privilegiada! 
Mal chegamos a crista do morro já tivemos essa vista maravilhosa. Mais a frente entrávamos no território dos saguis que como vocês podem ver não são nada tímidos.

Foi incrível ver do alto a maior favela da América Latina a Rocinha. Como ela é grande e cresce mais a cada dia se assemelhando muito a um cupinzeiro num jardim. Consegue contar as caixas d'água ou perde a conta?

Cidade linda de contrates. 

Cidade feia não?
Foto do cume. O trio.

Mais uma conquista, mais um ótimo lugar descoberto.

Histórias de trilha:
Duas mulheres conversavam e uma contando vantagem pra outra...
"Me dei bem, o fulano saiu comigo me deu aquele trato, e de quebra ainda me pagou o almoço"
Conclusão: Se estiver necessitado de companhia e relaxamento vá pra aquelas bandas e leve uma grana, principalmente a do almoço! Algumas ficam deslumbradas...

Galera o ritmo diminuiu mas novamente vai voltar a tona com força total se São Pedro permitir.
Até a próxima!





domingo, 3 de junho de 2012

Travessia Rompe Mato


 Sábado, 02/06/2012

   No dia anterior o tempo estava feio, tinha quase desistido da idéia de fazer uma caminhada.
Amanheceu com tudo bastante molhado com muitas nuvens pesadas ainda. O que me fez desistir a principio da idéia. Segui minha rotina normal, sendo que o tempo começou a melhorar. Meu companheiro chegou a ir para o ponto de encontro e voltou para casa. Para nós não perdermos o dia, fui ao encontro dele e enfrentamos essa travessia como sempre incrível!
Fomos num ritmo bom, sem parar, até a pedra do descanso. O caminho estava limpo, estranhei por que o Bororó tinha ido pro Norte, sua terra natal. Chegando na casa que ele usava  haviam uns caras muito estranhos e com um astral muito ruim, fazendo churrasco, bebendo, falando alto, e ligando chamando mais gente, “vem, dá pra vir de moto até o barraco”. Não ficamos muito tempo por lá e seguimos. Nosso sexto sentido dizia para sair logo dali.
A frente, uma cobra cruzou nosso caminho. 

Paramos na cachoeira, hoje um pouco mais forte que o de costume para mais fotos e continuamos.

Após mais um trecho com belos visuais das montanhas chegávamos a essa maravilha:
Tivemos uma surpresa bastante desagradável ao chegar lá. Muitas latas de cervejas, mais de vinte jogadas num canto junto com restos de churrasco. Ficamos muito tristes lamentamos ter que conviver com essa corja não evoluída!

Esse trecho foi tenebroso, muito mato pela frente, daqueles de fechar completamente o caminho. O cume foi conquistado apesar das dificulades.
Muito, mais muito mato!
O cume. Quero chegar a essa idade com essa disposição!
Visual do Papagaio

No final, foi como um filme revisto, paramos exatamente  no mesmo ponto quando fiz essa travessia antes. Ouvimos um cão dos grandes latindo e mudamos o rumo por precaução mas saímos no quintal dele. Para nossa alegria ele estava preso.
Confiamos e seguimos com ele...
...Longe do cachorro bravo!

Chegamos ao fim dessa cortante travessia, na casa do Luiz o caseiro por ali, uma pessoa muito hospitaleira e também dos seus simpáticos vira latas.

Ganhamos uma carona  de Toyota até o asfalto. Que maravilha! Nos poupou uma caminha doída na estrada.

Gente, to indo nessa até a próxima!
Semana que vem tem mais!











sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cachoeira oculta.

Quinta, 31/05/2012

  Mês fechado com chave de ouro de um jeito bem refrescante.
Tenho que agradecer por morar no Rio de Janeiro. É bom demais ter essas opções de lazer e relaxamento ao meu alcance. Ainda me perguntam porque eu subo morros? Qual é a graça? Me chamam de doido etc. (risos)
Sou loucamente apaixonado pela natureza! Tantos recantos naturais nesse mundo a isso vale se dedicar me apraz e muito!


Uma caminhada leve batendo papo bacana, pra variar sobre trilhas e o mundo e a parada pro descanso à sombra dessa bela árvore.

 A chegada nesse recanto não foi fácil porém, valeu o esforço. Não preciso escrever muito a imagem já diz bastante.
Para chegar ai bem, bem essa eu conto pessoalmente.  A gruta da cachoeira oculta.

 Parecia chover dessa muralha de pedra  formava um visual único. A água caia de aproximadamente trinta metros.

Mais uma exploração ao estilo "Goonies" cheias de aventuras e "perigos" concluída!

Essa semana tem mais, agora ninguém me segura!