domingo, 1 de julho de 2012

Pedra Rosilha a exploração!


Sábado 30/06/2012

   Essa nova descoberta surpreendeu de cara com sua trilha íngreme e as muitas bifurcações.  Após cruzarmos um pequeno rio a trilha decolou e não parou mais, achamos outro curso d’água mais a frente e após muitos outros caminhos chegamos a uma casa, era a casa do Jorge, uma pessoa simpática e hospitaleira. Ele nos deu algumas dicas do caminho que foram de grande valia.

Muito bonita essa parte, durante um bom pedaço o chão era feito de pedra, não era como andar num morro feito assim, mas uma trilha comum que a terra foi substituída por rocha, cercada de quaresmeiras, bromélias e uma planta que lembra a sisaleira. 
A frente, fui de teimoso a esquerda numa bifurcação, (mais uma) achando ser o caminho correto mas, pela quantidade de galhos e a vegetação mais alta já deveria imaginar. La na frente a trilha sumiu e dei de cara com essa galerinha ai:
Meu companheiro preocupado disse: "melhor você sair da André", não era pra menos! Fotografei e dei meia volta. Após retornar ao caminho correto a inclinação aumentou mais, chegávamos na parte mais rochosa da trilha com pedras gigantescas que nos fazem parecer formigas, uma parecia muito com o formato de uma capivara. Essa parte também lembra a trilha do Roncador na Colônia Juliano Moreira.

Pedra da Capivara





























Dava pra perceber que estava próximo, chegamos um pouco esquerda paralelamente a rocha no que parecia um caminho marcado. Ali fui dar uma de “Tarzan”, subi numa árvore pra ver o que de baixo parecia viável como caminho, ficamos realmente na dúvida. Olhando lá de cima era muito inclinado e com muitos cactos um vacilo e eu me transformaria num ouriço. Nessa parte a emoção foi tamanha que nem fiz fotos.
Voltando ao  trecho onde  saímos da trilha, seguimos nossa jornada até ver os primeiros raios de luz vindos do outro lado da pedra,  era o cume próximo. Em breves instantes alcançávamos o topo, uma sensação indescritível você sair da sombra da mata e dar de cara com o sol num lajeado desses, eu me sinto recompensado.
Pose no cume verdadeiro











 De lá meu companheiro chamou a atenção pra uma cachoeira no meio da floresta, não tinha visto, mas tinha certeza, era o Véu de Noiva do Camorim. Fizemos um lanche à base do escambo e depois fomos relaxar um pouco à sombra da pedra que é o cume real. Sinceramente não dava vontade de sair.
Na volta aceitamos o convite do Jorge e passamos na sua “casa de campo”. Ele nos ofereceu um aipim delicioso, água da fonte e umas bananas figo. Foto pra posteridade:



Mais uma missão cumprida até mais ver pessoal!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Irmão Maior

Domingo, 24/06/2012

  Depois de uma pausa forçada nas caminhadas por causa da chuva e incompatibilidade de horários, finalmente a espera tinha acabado, e pude minimizar minha abstinência por montanhas. A convite de um amigo nosso fomos conhecer essa nova bela vista.
Desta vez, fomos ao Irmão Maior uma pedra imponente na zona sul do rio. A "pacificação" facilitou o acesso nesse sentido, o local estava cheio de turistas e outros aventureiros nativos. Um local estratégico que proporciona uma vista estonteante da cidade 360º. Pedra da Gávea de um lado, Lagoa e Pão de Açúcar do outro, o mar, a floresta. Que cidade linda e privilegiada! 
Mal chegamos a crista do morro já tivemos essa vista maravilhosa. Mais a frente entrávamos no território dos saguis que como vocês podem ver não são nada tímidos.

Foi incrível ver do alto a maior favela da América Latina a Rocinha. Como ela é grande e cresce mais a cada dia se assemelhando muito a um cupinzeiro num jardim. Consegue contar as caixas d'água ou perde a conta?

Cidade linda de contrates. 

Cidade feia não?
Foto do cume. O trio.

Mais uma conquista, mais um ótimo lugar descoberto.

Histórias de trilha:
Duas mulheres conversavam e uma contando vantagem pra outra...
"Me dei bem, o fulano saiu comigo me deu aquele trato, e de quebra ainda me pagou o almoço"
Conclusão: Se estiver necessitado de companhia e relaxamento vá pra aquelas bandas e leve uma grana, principalmente a do almoço! Algumas ficam deslumbradas...

Galera o ritmo diminuiu mas novamente vai voltar a tona com força total se São Pedro permitir.
Até a próxima!





domingo, 3 de junho de 2012

Travessia Rompe Mato


 Sábado, 02/06/2012

   No dia anterior o tempo estava feio, tinha quase desistido da idéia de fazer uma caminhada.
Amanheceu com tudo bastante molhado com muitas nuvens pesadas ainda. O que me fez desistir a principio da idéia. Segui minha rotina normal, sendo que o tempo começou a melhorar. Meu companheiro chegou a ir para o ponto de encontro e voltou para casa. Para nós não perdermos o dia, fui ao encontro dele e enfrentamos essa travessia como sempre incrível!
Fomos num ritmo bom, sem parar, até a pedra do descanso. O caminho estava limpo, estranhei por que o Bororó tinha ido pro Norte, sua terra natal. Chegando na casa que ele usava  haviam uns caras muito estranhos e com um astral muito ruim, fazendo churrasco, bebendo, falando alto, e ligando chamando mais gente, “vem, dá pra vir de moto até o barraco”. Não ficamos muito tempo por lá e seguimos. Nosso sexto sentido dizia para sair logo dali.
A frente, uma cobra cruzou nosso caminho. 

Paramos na cachoeira, hoje um pouco mais forte que o de costume para mais fotos e continuamos.

Após mais um trecho com belos visuais das montanhas chegávamos a essa maravilha:
Tivemos uma surpresa bastante desagradável ao chegar lá. Muitas latas de cervejas, mais de vinte jogadas num canto junto com restos de churrasco. Ficamos muito tristes lamentamos ter que conviver com essa corja não evoluída!

Esse trecho foi tenebroso, muito mato pela frente, daqueles de fechar completamente o caminho. O cume foi conquistado apesar das dificulades.
Muito, mais muito mato!
O cume. Quero chegar a essa idade com essa disposição!
Visual do Papagaio

No final, foi como um filme revisto, paramos exatamente  no mesmo ponto quando fiz essa travessia antes. Ouvimos um cão dos grandes latindo e mudamos o rumo por precaução mas saímos no quintal dele. Para nossa alegria ele estava preso.
Confiamos e seguimos com ele...
...Longe do cachorro bravo!

Chegamos ao fim dessa cortante travessia, na casa do Luiz o caseiro por ali, uma pessoa muito hospitaleira e também dos seus simpáticos vira latas.

Ganhamos uma carona  de Toyota até o asfalto. Que maravilha! Nos poupou uma caminha doída na estrada.

Gente, to indo nessa até a próxima!
Semana que vem tem mais!











sexta-feira, 1 de junho de 2012

Cachoeira oculta.

Quinta, 31/05/2012

  Mês fechado com chave de ouro de um jeito bem refrescante.
Tenho que agradecer por morar no Rio de Janeiro. É bom demais ter essas opções de lazer e relaxamento ao meu alcance. Ainda me perguntam porque eu subo morros? Qual é a graça? Me chamam de doido etc. (risos)
Sou loucamente apaixonado pela natureza! Tantos recantos naturais nesse mundo a isso vale se dedicar me apraz e muito!


Uma caminhada leve batendo papo bacana, pra variar sobre trilhas e o mundo e a parada pro descanso à sombra dessa bela árvore.

 A chegada nesse recanto não foi fácil porém, valeu o esforço. Não preciso escrever muito a imagem já diz bastante.
Para chegar ai bem, bem essa eu conto pessoalmente.  A gruta da cachoeira oculta.

 Parecia chover dessa muralha de pedra  formava um visual único. A água caia de aproximadamente trinta metros.

Mais uma exploração ao estilo "Goonies" cheias de aventuras e "perigos" concluída!

Essa semana tem mais, agora ninguém me segura!







domingo, 27 de maio de 2012

Pedra dos Carvalhos - 1ª Investida.

Sexta, 25/05/2012

  Dia de exploração, uma jornada grande pra chegar lá mas valeu muito a pena.
Conheci pessoas bacanas de verdade é, elas ainda existem!
Um senhor hospitaleiro de boa conversa amante dos animais...
Bom, essa história eu vou contar por fotos:

Olhando pra ela!


Trilha rica em frutas!

os visuais

Fontes

Nossa amiga Preguiça!

Isso é um amor de gata!

Do sítio do seu Mário a vista da pedra!


Ele fazendo que gosta!

 Tiê  Sangue

Meu companheiro registrando nossa passagem na casa dessa grande pessoa
chamada Seu Mário. A gatinha meiga tinha que sair na foto!

De passagem pela casa do Seu Luiz.

Sem palavras...

A pedra

As vistas da subida bem esquisita... 
Registrando passagem. Pouco íngreme não?


Tirei o chapéu...

Pessoal é isso foi maravilhoso esse dia. Pra semana tem novidade.
Até lá!

domingo, 13 de maio de 2012

Travessia Camorim x Vargem Grande


Sábado, 12/05/2012

Foi engraçado a nossa chegada ao parque hoje. Passou por nós uma Kombi com umas pessoas com roupas de algum culto religioso e parou na entrada, bem próximo ao portão de entrada da sede Camorim do PEPB. O vigilante veio se aproximando dizendo: “essas P..AS não vão aloprar meu plantão, vai botar macumba lá na casa deles!”. Bem, eu concordo. Nenhuma entidade, santo, o que seja, precisa de oferendas. Siga um bom caminho, faça bem a si e ao próximo que isso basta.
Enfim subimos, no mirante vimos uma cobra que passou bem rápido e nem deu pra fotografar. Mais acima na trilha esse sapinho simpático:


















Ouvimos vozes inclusive uma chamava meu nome, mas, logo vi que era algum xará. Em instantes o grupo passou por nós, um deles de chinelo, uma menina viu o sapo e correu. Deveria fugir de certas pessoas, ou melhor predadores. Eu falei: “vamos à frente que senão vamos perder todos os bichos.” Eles estavam fazendo um estardalhaço tremendo.
Passamos e vimos mais uma cobra, mas esta era um filhote.  Em instantes chegávamos a cachoeira, ficamos na parte de cima e descemos para o banho. Que maravilha de massagem!














No caminho da cachoeira para ao açude mais uma cobra rápida se esgueirava pelas folhas e galhos. Cruzamos com as mesmas pessoas voltando do açude, eles falaram que tinha uma cachopa de marimbondos na trilha é, claro, mais fotos.  Vi também uma coisa que me deixou chateado. Sabe aqueles canos que os pescadores fincam na areia na praia para dar apoio as varas? Pois é, tinham dois lá numa das margens, é claro tirei! Como se não bastasse a cagada que fizeram, o que fez baixar bem o nível d' água no açude.
Cachopa de marimbondos















Mostrei o mirante frontal do lago e a torre. A trilha mudou e o lago também ali.

Os verdadeiros bichos deixaram suas marcas!



























Prosseguimos e no caminho da trilha da travessia encontramos um casal perguntando sobre a trilha circular. Longe do açude por pouco não piso em uma jararaca linda!
Minha primeira peçonhenta. Essa eu não peguei claro!
É claro, nessa trilha não fotografar essas maravilhas é impossível! As três irmãs sendo duas gêmeas, as figueiras.


A descida logo iniciava, paramos nessa casa um pouco ou não mais utilizada, já na parte final, fotografamos algumas flores no quintal de uma casa, isso mesmo, no meio da floresta. Valeu a simpatia da menina moradora do local. Mas os mosquitos se fartaram com meu sangue!
Já na estradinha tinham umas pessoas subindo com um burro acho, daqueles utilizados pra transporte. Um senhor muito simpático nos ofereceu bananas eu aceitei, essa é sem agrotóxicos.
Passeio incrível o de hoje!

ALBUM FACEBOOK

Até breve pessoal!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Morro do:


Domingo, 08/05/2012

   Essa foi realmente uma trilha de aventuras, tombos, escorregões, arranhões e muito, mais muito mato! Eu classifiquei a trilha como semi pesada por meu próprio julgamento pensando nas pessoas e nos obstáculos do caminho. Hoje descobri como as trilhas ganham essa classificação de uma forma mais clara e, pro nosso ritmo sem pretensões, essa é média.
Uma companheira nossa muito empolgada pra chegar ao ponto de encontro levou um tombo feio tentando pegar o ônibus. Tadinha! Ainda bem que foram só escoriações. A trilha é fascinante eu sei, não precisava ter tanta pressa venha com calma, lá você fica perto do “céu”.  Isso só vai entender quem esteve lá. (muitos risos)
Bom, iniciamos a subida num “zig zag” improvisado pois não há caminho definido, fiz algumas fotos como sempre. 
Essa face que dá pro Morro da Panela está sendo reflorestada. O mato estava mais baixo nessa parte, devido aos constantes incêndios propositais. Depois da queima quando chove ele cresce bem bonito e viçoso, perfeito para os animais que vivem ali. Não sei quanto tempo as mudas vão resistir. Puseram também umas caixas d’água que imagino sirva para regar as mudas.

Andando mais alguns metros, chegávamos à parte alta do morro próximo a grande pedra que tem lá. Fomos varando mais mato até parar numa pedra ponto culminante. Eu continuei explorando um pouco mais a frente e me deparei com um bando de urubus, um ficou interessado na minha presença acho que estava com fome ele veio se aproximando garantindo bons cliques.
Dali voltamos a parte onde tem a pedra enquanto descíamos ouvimos vozes, confesso que fiquei ressabiado pois não sabia quem era e que intenção tinha. Ao chegar à frente da pedra encontramos com eles vindos do outro lado, dois senhores com muita disposição e simpatia. Conversamos muito, trocamos experiências, recebemos e fizemos convites para novas empreitadas montanhistas.











Os dois senhores desceram conosco e lamentam ter encarado um matagal brabo estando a metros da trilha. Fomos pelo caminho que eles fizeram ao subir depois disso e este caminho foi motivo de muito “mimimimi” o mato estava alto, não tinha trilha na parte superior do morro, muitas derrapadas e “carrinhos” (risos)


O passeio foi ótimo, subimos por um lado e descemos pro outro conhecemos pessoas legais.


É isso. Escrevi demais até a próxima!