segunda-feira, 25 de março de 2013

A trilha das frutas invertida.


Domingo 24/03/2013

 Aqui estou eu, depois de um longo período de recesso forçado por conta do trabalho "semi escravo", é bem por ai mesmo! Voltei fazendo o corpo trabalhar no máximo, nada de trilhinha não! Essa foi pesada com mais de oito horas de duração e uma média de quinze quilômetros percorridos pra diminuir a abstinência. O mal tempo não me fez voltar atrás, amanheceu sem sol e logo depois fechou de uma forma ameaçadora já quase no início da trilha o céu estava escuro. E lá fomos nós, eu e meu companheiro Luiz rumo a mais uma aventura escorregadia cheia lama e comilanças.
 Assim que começamos a caminhada já me deparei com uma cachorrinha muito simpática porém maltratada, no que eu pude ajudar eu ajudei tirando alguns carrapatos inclusive de dentro da orelha. Uma graça a bichinha. Continuamos a rumo ao vasto terreno que mais se parecia com filme de terror, nos cobria com uma névoa densa e úmida.
Em poucos minutos alcançamos a cachoeira com o volume d'água pouco maior que o de costume.

Porém, na noite anterior a chuva caiu com gosto e vejam como água deitou a vegetação.

Mais a frente começamos a observar e contar as muitas aranhas (Nephila) juntas, em alguns lugares chegavam a ter nove aranhas, aquilo chamou nossa atenção isso não é comum. E chegava a parte mais cansativa a do sobe e desce mas, isso foi recompensado, tinha um abacate que acabara de cair. Limpei o danado dividi em dois e mandamos ver. Nos lavamos no riacho próximo e mais a frente a tangerina foi a bola da vez, o pé está carregado.

Como da outra vez, essa trilha tem café também, além de muito mas, muito caqui! Os moradores e donos de sítios no local comercializam na cidade. Quase no alto da divisa da travessia, avistei um Sapinho Dourado.
Brachycephalus ephippium
O sol deu ares que ia aparecer mas logo foi encoberto de novo pelas densas nuvens parecendo o filme A Bruxa de Blair. No alto do morro a 670 metros de altitude uma casinha pacata onde havia uma panela sozinha no fogão a lenha e dois animais, uma égua e uma mula olhavam pra gente parados no quinta. Onde o morador estava eu não sei. Pés de caqui, muitos de tangerina e limão e até um laguinho com taiobas nas margens tinha, rodamos por lá e fomos embora.

Na descida pra Jacarepaguá a cortina de nuvens se abriu e pudemos apreciar a bela vista e chegar a tempo no mirante pra isso.


Lanchamos e eu fui lanchado pelos mosquitos, eles estavam com saudade do meu sangue a muito tempo o restaurante preferido deles não abria. Agora começava a pior parte dos "sobe e desce" que além da grande inclinação de algumas partes uns infelizes com suas motos destruíram o caminho fazendo varias valas aumentadas a cada chuva.
Uma das partes mais inclinadas era essa ai:



No mais foi isso, uma longa jornada que revigorou minha alma carente de natureza e de paz.
Um relato longo está por vir...



2 comentários:

  1. Show de bola o circuito. Mas como se chega lá ?

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    1. Por Campo Grande (Rio da Prata) ou Jacarepguá (Pau da fome)
      Um abraço e obrigado pela visita!

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