sábado, 27 de agosto de 2011

Exploração, travessia Pau da Fome x Rio da Prata (via Morro Grande e Monte Alegre) de bike.

Sexta, 26/08/2011

 Começando a explorar, mais um lugar visto a distância, que tive vontade de conhecer, ali no P.E.P.B.
a estrada com muitas marcas de pneu.
Começou a chover, pingo grossos, fiquei muito desapontado, pra minha felicidade diminuiu e parou.

Eu e minha bike, o relâmpago lá fomos nós subindo a montanha. Muitas ladeiras, muitas decidas, claro, mas muito sinistras eu não podia largar o freio um momento.



Subindo e descendo consecutivamente, essa última é a mais íngreme de todas. Um pré exploração uns dias antes pra descer, eu fui freando com a roda travada até o fim praticamente, a pé eu ai escorregar pro causa da terra seca com bicicleta e tudo. Por incrível que pareça montado na bike foi mais tranquilo.

Na estradinha seguindo, passei por um laguinho e e fui subindo.




Antes dessa paisagem, encontrei  um senhor que colhia bananas, perguntei sobre o caminho, aonde iria sair aquela estrada, ele me aconselhou a voltar, dizendo : "você vai descascar um pepino grande subindo com essa bicicleta". Mais tarde eu descobriria que ele tinha razão.
Um outro detalhe. Na nossa conversa ela falava que tomou uma cachacinha e que ia tomar mais a noite. Essa gente usa o álcool como estimulante pra trabalhar, não deve ser fácil descer 689 metros morro abaixo com as bananas. Conversa vai, conversa vem, falei com ele: "os mosquitos te pegaram  ai nas costas, tá cheio de pontinhos vermelhos", e ele: "ah isso não é mosquito é carrapato". Eu arregalei os olhos e imaginei aquilo em mim, se ele estava daquele jeito imagina o chão ali perto? Falei mais um pouco e fui me embora morro acima.



Há também uma casa lá no alto, com esse pé de tangerina, com frutas minúsculas pouco azedas comparadas as da casa bem mais acima, parecia limão em forma de tangerina.

O visual da Pedra e morro do Quilombo inéditos pra mim.


A casa do senhor infestado por carrapatos, no alto do Morro Grande 689m.

  
Uma panorâmica da Pedra mirante do Morro Grande.

Subindo infinitamente a encosta do Monte Alegre, como o senhor tinha falado, descascando um pepinão, muito trilha muito ruim, e o peso da bike parecia triplicar.
Muitas curvas, gradativamente a subida amenizava. Passei pela casa do pé de tangerina  (limorina ou tangimão), avistei esse laguinho artificial:


Mais algum tempo achei a bifurcação, como no mapa, pra direita subia mais e em frente descia, preferi descer.
Tenho quase certeza que passei em frente a montanha do Pico da Pedra Branca, imponente a esquerda, e a frente torres de energia. 
Finalmente a trilha começava a descer mesmo, eu já via Campo Grande, Rio da Prata.
A trilha é horrível, muitas pedras, a frente encontrei outro morador da floresta, que me indicou e confirmou o caminho, dizendo que era pra passar pela cachoeira e continuar seguindo, subir mais um morro pra finalmente descer.
 Um cavalo passou com seu dono na garupa, assustado por causa da bike, peguei a trilha subindo o morro cheia de pedras. Imagina empurrar a bike levantando toda hora? Pois é, foi o que fiz.

Recompensando todo meu esforço, a trilha virou estradinha de terra como no lado Jacarepaguá, o que me proporcionou uma bela descida chegando a mais de 30km em algumas partes.


Cada vez mais baixo cheguei a uma placa e logo depois a cachoeira do Rio da Prata.



A civilização, ou melhor a favela aparecia, mais uma nos arredores do parque, sabia que estava próximo ao fim. 
Sai ao lado da Guarita do Rio da Prata, conversei um pouco com um guarda irmão de velho conhecido do Camorim, ele falou da falta de aval, apoio pro tyrabalho e abandono do parque.


Terminei esse passeio um dos mais longos pesados e cansativos.

Até breve!








segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Travessia Grajaú x Alto da Boa Vista (via pico do perdido do Andaraí, Morro do Elefante, Serrilha da Caveira)

Domingo, 14/08/2011


Acordei cedinho hoje, não seria um passeio  tão perto de casa na “minha” floresta, o PEPB.
Do ponto de encontro o Iguatemi, andamos eu e meu companheiro, fomos até a entrada da trilha no Grajaú, diferente do que vi no mapa, a visão da rua.
Logo entramos e iniciamos a trilha, em uma das bifurcações conhecemos as ruínas da antiga fazenda cafeeira Vila Rica.





Em um dos inúmeros despachos, oferendas religiosas no local, havia um monte de moedas, é claro peguei todas. Um tanto de ignorância, mas nenhuma entidade precisa dessas coisas elas agradecem o seu respeito por eles, pela floresta e pelas águas.
Seguindo, passamos pela cachoeira, subimos um pouco pelo rio e retomamos a trilha. Depois de explorar umas rochas que formavam um semi caverna encontramos umas pessoas que moram nas proximidades descendo, que chamam o Pico do Perdido de pico do papagaio, falando que desceram por causa do vento.




Continuamos é claro, com vento ao invés de me afastar os fenômenos da natureza me atraem.
Em pouco tempo chegamos a um ponto que já se via o cone do perdido, o vento era realmente MUITO forte, meu companheiro quis voltar disse que não dava pra subir por causa do vento. Eu falei, “cheguei até aqui eu vou até o fim e conhecer” ele quis usar corda e tudo na “carrasqueirinha”.
Com minha insistência subimos, muitas fotos, muito vento que quase nos derrubava, fazia tombar pro lado as vezes. Nunca presenciei um vento tão forte em montanhas, eu vibrava, muita adrenalina e emoção vocês não tem ideia de como esses fenômenos me atraem, ao contrário do meu parceiro de trilha, rs.
As únicas pessoas que vimos lá foram um pai e filho muito simpáticos, de lá observávamos pessoas subindo o Pico da Tijuca.

Carrasqueirinha subindo.


Descendo.
 


Andaraí Maior, Tijuca mirim, Pico do Tijuca, e Morro do Elefante
 

Cumeada Pico do Perdido (mato queimado)


 O vento era forte mesmo!








Propus a ida ao Morro do Elefante, ele concordou, descemos, o vento novamente sinistro! Era um sudoeste como eu falei pro meu parceiro e que viria chuva  ou uma frente fria mais tarde.
Partimos pra trilha no Morro do Elefante, casa de marimbondo, passagem rápida, e logo a visão da torre que assoviava com o vento e fazia outros sons estranhos por essa causa.
Pra variar o minha companhia não queria permanecer muito tempo ali, apesar de eu explicar que não há riscos até de encostar na torre de energia, ela está aterrada, não adiantou ele queria passar logo.





A trilha subia novamente em direção ao Elefante, uma vista linda da cidade, do Perdido e da Serra (Menezes Cortes) e um pedaço de Jacarepaguá.








Terreno escorregadio, apesar do sol forte, tinha um ar condicionado natural muito bom, aquele vento forte que ali fazia as nuvens passar por nós com velocidade, já transformando a paisagem.
Uma visão linda também do Tijuca Mirim, Pico da Tijuca e Andaraí Maior.







Meu parceiro tinha planos de atravessar pro alto, mas não tinha certeza de onde começava a trilha o que me deixava receoso. Andando a frente a trilha entrou na mata em direção ao Tijuca Mirim e era bem marcada, fiquei mais confiante, pois eu imaginava voltar tudo caso não fosse a trilha. Ia ser muito chato e irritante. Já estava feliz com as duas conquistas.

No meio dessa trilha quase na bifurcação pro Mirim e Andaraí encontramos um senhor, um português muito simpático sozinho ali. Conversamos, ele nos contou que já ajudou gente machucada a sair dali, confirmou que o caminho era aquele mesmo. Nos despedimos e em pouco tempo chegamos a bifurcação. Quero chegar naquela idade com essa cabeça e disposição.

Decidimos o caminho a seguir já nas trilhas de lá do Alto, e fomos pela Serrilha da Caveira, passamos nas ruínas de uma antiga guarita, que atualmente oferece risco de desabamento a quem entra nela.




Caminhando mais pra chegar a uma fonte, abastecemos nosso tanque numa fonte acima da Cachoeira das Almas, e depois fomos rumo a ela.

Lá um rapaz me avisou de um filhote de cobra por ali,  peguei e tirei umas fotos.
Foto ruim só pra constar. As condições de luz não propiciavam boas fotos, nem minha câmera pré histórica e ainda ruim.




A Cachoeiras das Almas tem esse nome em referência aos negros escravos das fazendas que existiam antigamente ali. Eles se reunião ali pra fazer seus cultos religiosos, a popular “curimba”, ainda hoje reza a lenda que ainda se ouve o som dos atabaques no local.
Um detalhe que muitos talvez não saibam que “almas” se refere as (Santas Almas) ou (Pretos Velhos) na Umbanda, espíritos de velhos escravos africanos transmissores de muita fé, amor e sabedoria segundo a crença.





Chegando a um estacionamento do parque, vimos, eu pela primeira vez, um bando de quatis devorando os restos do verdadeiros animais, ossos de galinha, churrasco, só porcarias, todos enfiados numa lixeira.





Em frente a Cascatinha mais dois quatis brigavam, tinha um ferido. A natureza segue seu curso.

Passeio excelente!

Reflexão.
Me impressiona o número de trabalhos voluntários naquele parque, algumas coisas absolutamente desnecessárias, platôs e escadinhas etc. Parece um shopping.
Coisas pra “inglês ver”! Eles não podem torcer o pezinho...
Em contra partida o abandono do P.E.P.B., é algo que preocupa, uma unidade de preservação ambiental considerada maior urbana do mundo!
Ser “voluntário”? Eu já pago impostos a quem tem obrigação de zelar, impede ações desse tipo em alguns parques e favorece aonde os interessa!

Espero ter levado um pouquinho do que senti.
Até!



  

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Retorno ao aqueduto do Catonho x Boiúna. (travessia)


Sexta, 12/08/2011

Subindo o caminho, logo estava próximo ao aqueduto, por um lado subi, mas depois decidi voltar e ir pro outro lado. Feito isso, alguns galhos, charco e suor cheguei em cima do aqueduto novamente, desta vez, com a bike. 
Parei pra por repelente, pra variar “eles” estavam presentes. Os cachorros do local denunciavam minha presença, segui, pedalando.

Aviso: o vídeo pode causar vertigem e frio na barriga.

video

Sem barreiras para um Goonie!





Após apreciar, fotografar e filmar, atravessei de vez o aqueduto, chegando a trilha.


Muitas subidas, marcas de moto na trilha. Ufa, cheguei a torre!



Meio perdido, sem saber pra onde iria, peguei uma trilha que subia um morro, não era o meu intento. Desci denovo por outra.
Muitas voltas, subidas e curvas depois cheguei a esse lugar, que vista!

    Vale do Catonho

                                           O campo dos Afonsos ao fundo.

    Um milhão de volts!
                                         
                                           Aeroporto, zoom.


Cheguei a outra torre, desta vez me era familiar o lugar, subi por um lado diferente e parei ali um outro dia . Agora sei o caminho pro aqueduto.
Não podia perder tempo a tarde já estava indo embora, ali não seria um bom lugar pra se andar no escuro.
Escorregava muito, muitas pedras e cascalhos soltos, quase me estabaco morro abaixo, que diga-se é um parte bem íngreme.

A trilha mais abaixo e a paisagem:



    A lua cheia.




Cheguei a estrada final, uma descida eletrizante viria pela frente, mesmo pra mim que estava com uma bike sem preparo.



E foi isso, mais uma exploração, mais uma travessia.

Fiquem com esse belíssimo por do sol e até a próxima aventura.













segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Travessia Caminho do Quitite x Estrada do Sertão


Domingo 07/08/2011

Esse passeio de hoje foi engraçado, desafiador e cansativo.
Encontrei o meu companheiro de trilhas, esperamos um pouco o colega dele, que não apareceu. Fomos embora rumo a trilha.
Após a entrada, mais alguns minutos, chegamos ao pocinho que comumente é muito frequentado, mas não havia ninguém, exceto os mosquitos pólvora que já davam o “ar da graça”. Nos refrescamos batemos um papo interessante e seguimos.



Um adendo:
Só pra constar, ali essa rua, chamada “Caminho do Quitite” é pública, tem na sua entrada um portão colocado por moradores. Além disso, essa rua faz parte de uma das trilhas do P.N.T. (Parque Nacional da Tijuca), nome da trilha citado acima, uma trilha pouco utilizada comparada as outras.
Acima tem outro portão, antes aberto que agora é fechado por correntes, pois é, “moradores” não querem o acesso de pessoas, eles alegam estarem “bagunçando o local”.
Pra ultrapassar o portão utilizamos a lateral pela mata, chegando ao outro lado, avistamos uma moradora vinda em nossa direção no caminho com um facão apoiado no ombro, cara fechada, parecia um sentinela, dei bom dia, ela respondeu e continuamos.
Olhei pra trás, mais a frente, achei estranho a atitude, comprovei que ela não ia fazer nada com o facão. Parou perto do portão ficou olhando com a mesma postura de “sentinela” e voltou.
Concluímos depois que ela ao ouvir o som da gente passando pela mata ela veio verificar, o que ocorria.  
Como já ouvi certa vez de uma moradora que questionava minha passagem ali: “você passou por onde?”  Eu disse pela cerca que estava aberta. “vou ter que colocar segurança aqui temos que zelar pelo que é nosso assim não dá...” Ao mesmo tempo queimava um matinho na “sua porteira”. Não podia achar outra coisa.
Nesses meus passeios sempre faço críticas, observo certas coisas que me indignam, necessito compartilhar com alguém.
Caramba!  "zelar pelo que é nosso”, ela tem permissão te morar ali no meio da floresta, queimar, impedir o acesso das pessoas, a uma das trilhas de um parque público?!
Fica o recado.

Continuamos, paramos numa pedra no caminho pra um lanche rápido. Logo chegávamos a parte da primeira cachoeira. Caminho muito diferente, modificado depois de uma forte chuva no ano passado. Pedras rolaram, árvores caíram, até o curso da água na cachoeira foi alterado.
Chegamos lá, reabrimos a trilha agora em desuso, pois a cachoeira deixou de ser cachoeira e voltou a ser rio. Após uma refrescada voltamos, os mosquitos estavam famintos também.





Seguindo trilha acima passamos pela casa de um antigo morador (um barraco de madeira), de nome Bororó, bem conhecido no local, mas ele não estava, voltou pra sua terra natal no norte como havia me dito que faria em maio. Alguém usou o local, a fogueira ainda estava acesa,  tinha roupas penduradas, e plantas cortadas.
Subimos a rocha que fica atrás da casa pra admirar o belíssimo visual de parte de Jacarepaguá, hoje comprometido pelo nevoeiro.
Andando mais um pouco na trilha chegamos a segunda cachoeira.  





Não ficamos muito pra chegar logo a uma parte mais acima, um banho bem melhor.
Assim fizemos, e chegamos a parte mais bonita e secreta dessa trilha, tomamos um belo banho, água muito gelada, e ainda refizemos as energias com um lanche. Pra variar eu não curti muito, aliás, os mosquitos das profundezas não me deixaram em paz nem com repelente, esses “pólvora” são demais. Meu rosto estava todo inchado e com bolas vermelhas, quem manda eu ser alérgico.
Por causa desses danadinhos fomos pra outro lugar longe da água.
Não adiantou muito, logo eles nos acharam. Dali demos destino parte da nossa exploração.
Com o binóculo avistava pessoas no alto do Bico do Papagaio, ele não acreditou que era o Bico e que estávamos tão perto. Ele tinha a intenção de achar uma trilha que atravessasse pro bico ou as trilhas do lado mais conhecido.
Andamos um bocado nos arredores do Morro do Quitite, o mato estava meio queimado mas era difícil andar. A trilha sumiu ou acabou e tivemos que voltar e desistir dessa ideia de atravessar.
Tomamos outro rumo até a torre de energia, muito mato, cansaço e coceira. Escalei um pouco a torre pra avistar algo melhor, com maior cuidado é claro. Seguimos pro outro lado por uma trilha secretíssima e creio também restrita.
Já dava pra ver sinais de civilização e o ruído de funk vindo de alguma casa, mais alguns minutos um ganso grasnava denunciando nossa presença, ao mesmo tempo em que encontramos a cerca de uma das casas e terminava a trilha.
Um gramado, uma casa enorme ali na floresta. Grilados, querendo passar, meu companheiro quase com o coração na boca queria voltar. Eu disse não, não temos culpa cara, eu nuca iria imaginar que a trilha terminasse no quintal de uma casa, vamos que não estamos fazendo nada de errado, o máximo que pode acontecer e mandarem a gente voltar. Ofereci uma madeira ele pra caso houvesse cães pra defesa, ele não quis, e seguimos, eu na frente com cajado ele atrás, hilária a cena, o medo estava estampado no rosto dele.
Passamos em frente a casa o ganso nos viu grasnou mais ainda, continuamos andando até chegar a um portão.
Que droga, estava fechado! Olhei as laterais e nada de ter como passar. Não tivemos outra opção senão pular o danado que tinha uma placa que de dentro se lia “Deus te guie”, estava doido pra sair dali, não fotografei. Não tinha ninguém em casa muito menos cachorros.

O caminho:

Que sufoco! Passamos, mas ainda tinham casas a frente e o receio de estar dentro do quintal delas, mas foi tudo bem. Rolava uma festinha em uma delas, tinha uma capelinha e tudo no local, muito bonito por sinal.



Acabamos saindo num portão que desta vez estava aberto,  que eu achava ser o fim de uma das bifurcações  da Estrada do Sertão. Outra vez estive em frente a esse portão e voltei.



Morar nesse local é um privilégio de poucos, que vista, que paz!
E esse foi mais um engraçado e excitante passeio.
Até breve!