sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pedra da Gávea (via Pico dos Quatro)

Quinta, 13/06/2013

  Uma aventura! Assim posso definir o dia de hoje. Lá de baixo o tempo estava bem estranho, as nuvens encobriam o Pico do Quatro. Isso ao mesmo tempo me dava medo e adrenalina, é, passaríamos um bom tempo dentro das nuvens. E lá fomos nós, tudo tranquilo num ritmo bom e constante. Tiramos muitas fotos no caminho apesar da escassez de vista porém exploramos o cume do P4. Na volta dele, tivemos uma bela vista do paredão acima da Garganta do Céu. Depois fomos até lá e demos uma parada pro lanche. Nesse tempo pudemos apreciar a vista deslumbrante do lugar assim que a janela branca se abria.
O badalo da "Garganta" em foco.

Me despedi dali prometendo voltar com o tempo bom e então continuamos em direção ao objetivo, a Gávea. Chegando lá, não havia ninguém e assim pudemos apreciar a vista sossegados.

Pico dos Quatro

Nos despedimos do imponente monólito com um espetáculo natural.
















Por hoje é só pessoal, até mais!

domingo, 9 de junho de 2013

Catonho x Boiúna (via Coligação dos Policiais Civis)

Sábado, 08/06/2013

  Depois de quase seis meses sem marcar nada pro grupo enfim a ansiada trilha. Essa não é uma trilha muito conhecida pelo menos até a travessia Transcarioca estar totalmente concluída, o aqueduto será um dos vários trechos interessantes.
 Do grupo que inicialmente tinha confirmado, pouco mais da metade compareceu. Isso é chato pois, quem está na lista de espera fica de fora porque quem confirma não vai. Enfim, coisas acontecem, coisas mudam. Vamos ao que interessa.
No ponto de ônibus conheci um senhor o seu Horácio, figura muito agradável. Ele disse que é membro do CEB (Centro Excursionista Brasileiro) Iniciamos a trilha e de cara a grande surpresa, poder andar sobre o aqueduto. Muito pensam que ele é fundo ou estreito demais mas não é.

Ao que parece estão construindo uma estrada na lateral do aqueduto do outro lado. Pra que? Não sei. O pessoal continuou a trilha sem problemas mesmo na parte onde a inclinação muda partindo do plano nível passeio, pro íngreme pesado. Logo chegamos as primeiras torres de energia.

 Paramos em alguns visuais pra fotos e mais a frente uma parada mais longa pra um lanche.
 Novamente no caminho subimos a última cota da travessia. Dos mais de trezentos metros descemos duzentos. Nessa parte do caminho, quem encontramos? O Seu Horácio! Fazendo sua travessia inversa. Que disposição! Essa eu considero a parte mais bonita da trilha, porém pouco fiscalizada digamos abandonada, como se pode ver pelas marcas deixadas por motos. Logo chegávamos ao fim do percurso. Não podemos agradar a todos sempre, sendo muito rápidos ou muito lentos, por isso busco sempre o equilíbrio e também procuro não fazer aquilo que não quero que façam comigo. Quando se vai pra esse tipo de atividade é sempre bom reservar o dia inteiro e chegar no horário. Se tiver algum compromisso o melhor é não ir ao passeio, essa preocupação faz perder toda a graça da atividade. No mais, a trilha foi bem bacana, pessoal descontraído com zoações a todo momento.
Saímos pela Coligação de policiais civis que eu já tinha contactado previamente. Quando chegamos à saída o Sr. Waltel Heil pessoa super bacana nos convidou pra conhecer o lugar que é realmente muito bonito. Ele é o atual administrador do lugar, nos falou também das vantagens de ser sócio de lá. Rolou um pós trilha ali mesmo. Pra quem procura um espaço legal pra uma festa ali é uma boa pedida.

Trecho final da travessia. Ao fundo o morro machucado pelas motos.

A bela piscina do clube.
 Pra quem diz que não conto os causos sobre minha pessoa ai vai...
Fizemos um pós trilha numa lanchonete na Taquara eu e mais dois amigos comemos uma pizza, conversa vai conversa vem; passa uma menininha bem na frente do lugar e chama o "raul". Nogento! Todo mundo comendo... Deixa pra lá! hehe! Ficamos um pouco mais e logo nos despedimos e cada uma foi pro seu ponto de ônibus. Onde eu pego o meu, uma senhora pediu que eu segurasse sua bolsa pra ela passar na roleta. Ela passou então eu devolvi sua bolsa ela agradeceu eu respondi educadamente, Fui me sentar, quem estava do lado? A senhorinha. Falante muito simpática, de cara perguntou se eu era do Exército e que eu era muito bonito e educado. (Não me lisonjeie! risos...) Falei que não, e sim, que faço trilhas; sou montanhista. Ela ficou admirada. Conversamos sobre o antigo bairro de Jacarepaguá de como era em sua adolescência dentre outros assuntos. Também me deu uma receita que compartilho com vocês, um tônico energético, que leva: Couve, chicória, hortelã, maça e um pouco de guaraná em pó, é só bater tudo. Olha, que pessoa bacana! Antes de descer a dona Norma se despediu de mim e do motorista que era amigo dela, ele ficou esperando ela ir lá se despedir dele, pra ter ideia de como ela é cativante. O engraçado é que ela mora na mesma rua que eu, falou seu endereço e me convidou pra tomar um café qualquer hora, que ela e seu marido me receberiam muito bem; me comparou-me com seu neto quando eu falei sobre o poder curativos dos legumes e verduras coisas que não são divulgadas pelo interesse capitalista da indústria farmacêutica. Adorei a velhinha! Acho que qualquer um gostaria de ter uma avó daquelas.

Foi isso pessoal, até breve!

domingo, 2 de junho de 2013

Pedra Negra - A descoberta

02/06/2013

  A algum tempo eu não explorava as matas sozinho já estava com saudades, de quebra fiz mais uma descoberta. Um novo cume alcançado.  A trilha é bem tranquila, segue em sua maior parte sob a sombra das árvores, somente no ponto mais alto o sol se torna implacável. A vista dos seus 285m compensa todo esforço.






Pedra Rosilha. Uma boa trilha também.
  Lá do alto se bem vê o estrago que a praga chamada Rede Globo faz na floresta com o seu projac. A cada nova cidade cenográfica mais destruição, mais desmatamento. O terreno em frente também foi comprado, era uma imensa área verde que aos poucos está sumindo. Reparem na ferradura  que entra na floresta a esquerda, ali fica o Mais Você e o BBB. E ainda se dizem uma empresa sustentável... Só na teoria! O que se gasta de madeira, e o que se poe de árvores no chão por lá, não está nos jornais. Enquanto papel moeda for mais valioso que nossas florestas o P.E.P.B. vai sendo desmatado por todos os lados. Quando as autoridades perceberem a importância da natureza será tarde demais!
Críticas parte, eu gostei bastante dessa trilha e do visual, voltarei lá em breve com quem quiser ir comigo.

Até a próxima aventura!



sábado, 1 de junho de 2013

Cachoeira Secreta - O retorno.

Sábado 01/06/2013

  A algum tempo estou pra revisitar essa belezinha, e hoje foi o dia. Tentei arranjar companhia sem sucesso, então peguei minha bike e parti pra lá. Não poderia perder esse dia lindo por nada. Ainda está nos meus planos ir nesse lugar horas antes de um temporal ou após. Já imaginou a quantidade de água? A caminho de lá flagrei uma cena inusitada, um bando de cachorros descansando sossegados.

Pedalei até onde achei necessário e continuei o resto do caminho empurrando a magrela. Lá no alto fiquei chateado, cercaram a entrada de uma trilha maneira que vai sair lá na estrada do Quitite. Bom, uma cerca não seria barreira, não estava nos planos descer por ali hoje mesmo. Aquilo foi obra de alguns engraçadinhos que acham que o quintal de suas casas se estende pela floresta. Mero engano!
Finalmente escondi a relâmpago (nome da minha bicicleta) e fui pra cachoeira. O mato está alto, parece que a algum tempo ninguém vai lá. O fluxo d'água estava um pouco maior mesmo assim, ainda não é o que eu quero ver. Novamente me chateei. Algum idiota bebeu cerveja, rum e energético e largou os restos da sua ignorância lá, tinham várias latas. Fiz pela natureza, recolhi tudo.

Hora de voltar. Esvaziei os pneus pra maior aderência e amortecimento e desci bem devagar chegando a 48km. Meia hora pra subir cinco minutos pra descer.


Até mais pessoal.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cobiçado x Ventania - Trilha circular

Quinta, 30/05/2013

  O que seria uma caminhada de dois dias acabou se tornando uma trilha circular de um dia inteiro por causa da previsão não muito boa mas, nem por isso deixou de ser igualmente extraordinária. Por enquanto na liderança do ranking das trilhas. Parti cedo pro ponto de encontro, ainda estava escuro. De lá, seguimos até a Cidade Imperial Petrópolis um lugar bonito e aconchegante. Depois de pedirmos informações ajustamos as coordenadas e seguimos pro bairro de Caxambu, típica cidadezinha de interior onde literalmente muitas pessoas tiram seu sustento da terra, local com muitas plantações e hortas que do alto formam um verdadeiro mosaico. Logo que chegamos pedimos informações sobre o início da trilha a um homem trabalhava num canteiro de agrião. Muito simpático e prestativo, deixou colocar o carro em sua casa e nos indicou o caminho. Iniciamos a caminhada até que um passou uma caminhonete e um dos nossos companheiros pediu uma carona dali fomos quase até o final da rua. Foi perfeito, uma carona quase ao início da trilha.



Após esse passeio de Toyota continuamos a caminhada a pé e a cada passo mais belezas se via. Cruzamos com um senhor que passeava pelo local e comentou da travessia porém, não quis se aventurar na jornada conosco. Comentou da descrição da trilha num livro onde cita-se inclusive para ter cuidado com uns cachorros, quando subi só vi vira latas pequenos e presos. Foi a gente se despedir e se afastar um pouco dele a cena comédia aconteceu, eu olhei pra trás e vi um cachorro surgido do nada rosnando e se atracando com a barra da sua calça, aparentemente ficou tudo bem. Por que eu fui falar que não tinha cachorros? (risos)









Mais a frente, nossa primeira fonte d'água descrita como única da travessia, que não é o caso se tiver chovido nos dias anteriores. Enfim, abastecemos um de nossos amigos descobriu que havia esquecido sua água então enchemos todos os vasilhames que tínhamos pra compensar. Mais a frente encontrei uma garrafa pet que foi de grande ajuda. Contrariando a descrição, abastecemos essa garrafa com água em outro filete que escorria cruzando o caminho tratando com pastilhas de cloro por segurança.  Seguimos na trilha que um "setão" e uma "setinha" indicando a direção a seguir.

 Quanto mais alto maior o desbunde com diz um amigo nosso. Como citei acima, as plantações do alto se tornam um mosaico muito bonito, todo o caminho é salpicado com araucárias e pinheiros também.

Parada pro abastecimento.
Paramos algumas vezes pra descansar e fotografar, o Cobiçado tem uma subida forte e demorada que engana se for subestimada. Com um pouco mais de esforço chegamos ao cume onde pudemos apreciar uma vista magnífica. Fizemos um escambo básico com o que levamos de alimento, meu clássico ovo cozido não pode faltar, rolou até uma sopa de caneca. Foi um "cumes e bebes".

O cume de verdade foi o citado anteriormente porém, o livro de cume está a frente do outro lado na continuação da trilha.
Deixamos nossa impressão registrada.
Apesar da trilha estar aberta a vegetação arranha bastante, aconselho usar uma gandola ou camisa de manga além da calça. Subimos o morro dos Vândalos onde haviam alguns bovinos pastando livremente. Na descida desse morro, por todo vale até a base da Pedra do Diabo é onde a vegetação começa a ficar densa. Num trecho de "escalaminhada" na lateral Pedra do Diabo, puseram um acorda como apoio, mas dá pra descer sem problemas sem ela.









Em seguida iniciamos a subida pro Morro do Tridente que tem trechos perfeitos pra quem tem medo de altura, ela possui passagens bem expostas. A vegetação aqui não é nada delicada. Depois dessa "esfoliação" começa a descida mais chata de toda a travessia. Escorregadia, inclinada e erodida. Segure-se, porque senão você levará quem está na sua frente, um verdadeiro efeito dominó aconteceria. Nossa sorte foi estar com mochilas de ataque, pois seria uma tortura chinesa passar em algumas partes ali. Deem uma olhada:

No final descida, no comecinho da crista do Ventania encontramos uma armadilha fotográfica que se estava ativa fotografou nossos rostos e minha careca reluzente. Me chamam de doido por andar nas matas mas, poucos verão essa armadilha fotográfica ao vivo só na TV e olhe lá. Quer ver uma? Saia da sua zona de conforto!

A recompensa dessa árdua descida veio a seguir. A vegetação praticamente some se resumindo a apenas alguns arbustos, e um capim rasteiro. No horizonte a direita a mãe natureza pintava paisagens uma mais bela que a outra a cada minuto, um degradê estonteante.

Descemos com o tempo contado, foi só avistar as luzes das casas que a claridade do dia se extinguiu totalmente. Paramos um riacho de água bem gelada, lavei o rosto e continuamos. Já na estrada vimos a oportunidade de poupar muitos metros de caminhada, vimos uma caminhonete descendo, eu e mais um amigo corremos e pedimos uma carona. Foi só alegria, ríamos agradecidos que aventura incrível!
Uma fotografia vale mais que mil palavras.

A próxima?
Em breve!













sábado, 18 de maio de 2013

Nascer do sol.

Quinta, 16/05/2013

  Momento mais que esperado presenciar esse espetáculo magnífico, o nascimento diário do nosso Astro Rei. Foi uma ótima oportunidade sentir a brisa constante que soprava naquela manhã deixando aquela gostosa sensação refrescante no corpo, ao mesmo tempo recarregando as energias com boas vibrações iluminando e renovando o íntimo. Mais um dia raiava no horizonte disparando feixes aquecidos de luz, um novo ciclo rotacional que começava na Terra.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mutirão Trilha da Casa Amarela

Sábado, 04/05/2013

  Perguntei a umas pessoas na portaria do parque na sede Pau da Fome onde estava o pessoal do mutirão. Eles me disseram que eles estavam próximos a administração. Chegando lá, cumprimentei à todos e tive uma surpresa. Um conhecido de saídas a noite e pequenos shows de rock hoje é guarda parque. Foi estranho e engraçado encontra-lo ali. O PEPB está com uma cara nova, essa galera veio com vontade de mudar, são equilibrados e parecem gostar do que fazem ali. Alguns estudam biologia inclusive, Pois é, não existe escola melhor.
Achei boa a nova organização e administração ao contrário do passado onde haviam vigilantes controlando a entrada e até barrar a entrada de pessoas eles já fizeram, alegando trilhas fechadas. Não sei, acho que era implicância, despreparo ou por puro descaso mesmo! Nessa época nem manutenção de qualquer tipo tinha. E o motivo segundo estes, é que as trilhas estariam fechadas pra manutenção. Uma tremenda ironia. Os caçadores e colhedores faziam e ainda fazem a festa com os animais e sabe-se se lá mais o que na floresta. As coisas parecem caminhar pra que isso um dia acabe. Assim eu espero!
  Nos ofereceram uma mesa farta, vários biscoitos, pães, bolos etc, pra reforçar as energias quem estava indo ajudar na manutenção. Além de um kit que cada voluntário recebeu, também conhecido por catanho, como era chamado no E.B. esse tipo de lanche.









Logo em seguida partimos rumo ao inicio da trilha. Me pediram pra fechar o grupo ficando por último pra quem ninguém ficasse pra trás. Fiquei junto com o pessoal que carregava a moto serra e ajudei a tirar alguns troncos da trilha.
Encontramos o restante do grupo  mais a frente, onde eles limpavam uma área onde uma árvore enorme cheia de  ervas parasitas tinha caído.
Um amigo que chegaria depois, conseguiu nos achar apesar de estarmos bem a frente na trilha e das poucas e precárias marcas que deixei. Muito bom cara!
Paramos cerca de uns cinco minutos numa sombra próximo a Casa Amarela, fizemos um lanche e pra variar os mosquitos também, do meu sangue. Retomamos a caminhada e finalmente chegamos a casa. Preparei um café e complementamos o lanche.


Gostei muito da interação de todos, que seja um de muitos mutirões que virão! E que no próximo deem um jeito no Açude do Camorim que está num estado lastimável, outras coisas tem que ser priorizadas.