quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quitite e a árvore gigante


Quarta, 29/08/2012

   Mistério, é isso que paira no ar naquela região. Muitas perguntas sem respostas marcas antigas de exploração em rochas, árvores, restos de metal e uma lenda sobre um avião caído...
Ali numa parte bem alta da trilha há marcas em pedras de perfuração para detonação com dinamite, agora, pra que? Num Jequitibá gigante bem no meio da floresta fora da trilha, marcas de fogo na base do seu enorme tronco. No meio do matagal uma pedra cortada na marreta com restos de ferro bem deteriorados, quase de volta a sua origem natural, provavelmente alguma estrutura na mesma rocha. Há ainda a lenda sobre a queda de um avião com uma carga valiosa, que deixou parte das pessoas que moram nas redondezas ricas. Se é verdade, eu não sei...
Ainda pretendo descobrir pelo menos parte da história desse lugar, é incrível como os anos e a vegetação escondem coisas e histórias que morrem com os "coroas" que ninguém dá importância.
  O objetivo hoje era chegar até essa imponente árvore:
O grande Jequitibá e o costão de pedra que chegamos ao fundo.






 Perto de uma plantação de bananas seguimos a trilha olhando mais pra cima que pro chão afinal, essa amiga é muito grande e acha-la não é muito difícil, em dez minutos chegamos ao seu belo tronco. Meu companheiro queria ir mais acima e então fomos. Nem preciso dizer que não tinha trilha e vencemos o restante até a base da rocha no braço, a vista compensou.

Bem complicado chegar até aqui.

A vista valeu!
 Prudentemente resolvemos voltar e paramos no poço secreto e aliviar o calor e a coceira. Desta vez levamos o lixo que deixaram lá. Fizeram uma "festinha na floresta" regada a cerveja e alguma coisa na brasa, mas deixaram as latas e até um garrafão de vinho lá, trouxemos tudo até o próximo idiota ir lá e sujar novamente, o que espero que não aconteça.
Uma atitude simples, levar o lixo encontrado na floresta, coisa que não precisa de propaganda meritória.
O Quitite.
Esse morro lindo pra finalizar.
Até breve galera!



 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Bico do Papagaio



Sábado 25/08/2012

Há algum tempo venho admirando esse cume de casa, passando perto ou até mesmo do PEPB. A falta de oportunidade ou talvez por ser uma trilha muito freqüentada, o que eu evito. Até então nunca tinha ido e hoje foi o dia de conhecer esse danado. Eu e mais três amigos nos encontramos no local habitual para ida as trilhas daquela região e pela primeira vez eu subi de carro até o Bom Retiro. Mesmo assim a trilha é bem inclinada, na parte final então, nem se fala! E tem também alguns trechos de escalaminhada que vencemos sem problemas. O visual é incrível! Podemos ver Jacarepaguá todo, Barra e Recreio, Pedra da Gávea majestosa como sempre, as praias da zona sul e algumas de Niterói.
Barra e Recreio a esquerda e Jacarepaguá a direita
Minha curiosidade era grande pra saber onde era a tal “passagem do inferno”, um local
bem famoso por causa do acesso difícil. Sinceramente eu esperava que fosse pior,
principalmente pra quem é mais alto. Descer até lá já foi emocionante existem uns “trepa pedras” bem esquisitos. Eu gostei muito acho que os outros também.

"Passagem do Quitite" é mais bonito e menos pesado.

Lugar fantástico! Não tem nada de "infernal".
Do outro lado um lajeado a base da rocha o visual é lindo! Novos ângulos novos cliques.
Os conquistadores!



Nosso caminho íngreme estava a frente...
Depois de um papo descontraído fomos rumo a nossa descida, essa sim foi uma aventura.
Nunca tinha ido por ali só sabia a indicação por alto e que era muito íngreme em alguns
pontos. A galera ficou preocupada, “trilha do guia maluco!” Disseram... (risos)
Mas valeu o esforço chegamos aonde tínhamos que ir! Algumas partes que pareciam ter ar condicionado, outras muito quentes e expostas ao sol, pequenos vales e a vista do lado abandonado do parque em Jacarepaguá.



Foi excelente a descida, essa é uma trilha que de maneira alguma pode ser fechada.
Foi uma caminhada rápida hoje, quase sempre que vou a esse parque volto ao anoitecer.

E isso pessoal, em breve mais caminhadas cheias de aventuras!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Travessia Tripla...

Domingo, 19/08/2012

  Ah! Nada como voltar ao lugar que você conquistou com as próprias pernas.
Foi esse meu domingo, uma travessia longa mais que esperada por mim e por outros. Essa foi tripla! Fomos em três lugares num dia só. Pau da Fome, Camorim e Vargem Grande, passando ainda na Pedra do Quilombo.
  O  cartão de visita não foi lá muito receptivo, logo no inicio da subida, motos desciam a trilha, você que não saísse do caminho... Contei pelo menos cinco! Pois é, e ainda tem gente que acha que somos nós montanhistas que destruímos as reservas florestais.
 Nossa subida foi bem tranquila, encontramos também alguns ciclistas no caminho, conversamos com um deles e compartilhamos uma vara de cana que tirei na hora. Estava muito boa! Hoje estava uma fartura de frutas, comemos muitas amoras silvestres, um cacau, pitangas doces como nunca comi, e nesperas. Fora a hortinha que tinha jiló e pimenta dedo de moça.













Dali nosso primeiro objetivo já estava à vista, a Pedra Do Quilombo.

Éramos observados de perto...

Matemos um ritmo constante ate a base da trilha de acesso ao Quilombo cansou um pouco, mas, a galerinha foi guerreira. Então, eles já puderam ter uma "palhinha" do que os esperava.

Mais um pouquinho de emoções na passagem pelo cabo de aço e na pequena escalaminhada na parte final.


Finalmente o cume!
A travessia ainda não tinha começado, precisávamos descer e caminhar um bom pedaço ainda. Até o alto das laranjeiras foi um pouco cansativo mas, depois é só alegria, descida direto até o açude, vimos a cachoeira escondida e seguimos até o lago que esta bem feio com nível baixo por conta do escoamento irregular. Nos refrescamos e demos sequência a última parte da travessia, rumo a Vargem Grande, desta vez sem Jaracas pelo caminho.
O clássico registro nessa imponente árvore para posteridade:

Trilha tranquila já descida é bem íngreme, vai encarar ela invertida?
Quero saber quem gostou da Maça de Fada? (risos)
Psychotria

Até a próxima aventura!




domingo, 5 de agosto de 2012

Adutora Veiga de Brito x Boiuna (via colinas)

Domingo, 05/08/2012

Amanheceu um belo dia de sol contrariando a previsão do tempo. Como sempre, deixei tudo arrumado na véspera mas mesmo assim tive um pequeno atraso no encontro com o pessoal. Isso não se repetirá!
Sendo assim, fomos ao inicio de mais uma aventura que já começa com emoções fortes ou o famoso " frio na barriga", como podem ver nas fotos.






Um pouco de história:
"Em 1951, iniciou-se um planejamento para suprir as necessidades de água até 1970 e o manancial escolhido foi o rio Guandu, com uma capacidade de 1,2 milhões de litros por dia. O projeto inicial acabou se estendendo e, ao invés de terminar no Reservatório do Engenho Novo, a adutora foi prolongada até a Zona Sul, no Reservatório dos Macacos, onde entrou em operação no ano de 1958. Nesta época, havia o ideal de abastecer 7,5 milhões de pessoas no ano de 2000 e, por este motivo, em 1966 foi inaugurada a segunda adutora do Guandu, a Adutora Veiga Britto, com a entrada em operação da Elevatória do Lameirão, considerada a maior estação subterrânea do mundo."


Fonte: Blog  A História de Realengo / Cedae

Após uma leve descida começamos a subir pra valer, e da primeira torre de energia o aqueduto parecia minúsculo. Passados alguns metros a frente o nosso amigo Brandão encontrou essa bela orquídea.
As surpresas não pararam por ai, um papagaio também entrou em cena para compor essa belíssima peça teatral organizada pela natureza. Ele voou quando passamos por ele emitindo o som que lhe é peculiar.
Nossa parada pro lanche foi  na parte alta das Colinas da Boiuna. Tivemos boas conversas, escambo e descontração.
Na descida algumas pessoas praticavam "trail" ou o famoso "motocross", acompanhamos tudo lá de cima, eles subiam e desciam os morros que por sinal estão sendo reflorestados. Resolvemos explorar mais ao invés de continuar o caminho que seria a etapa final da trilha. Fomos até outro morro e continuamos a descer em direção ao que eu chamei de ruínas que na verdade era o fruto da ostentação de alguém. Construída bem ali no meio daquela área verde, hoje resta pouco do que devia ser uma quadra poliesportiva com área de churrasqueiras, banheiros e tudo. Felizmente uma alma sensata impediu que aquilo continuasse e hoje, o local é abandonado servindo de casa para morcegos e marimbondos e sabe mais o que.

 Voltamos por um lugar novo inclusive pra mim, do contrário teríamos que voltar tudo ou seja, subir muito novamente. Chegamos a um portão e receosos de sair entrando, chamamos umas pessoas que estavam lá dentro e perguntamos se tinha saída para Boiuna, o que eles não confirmaram sem antes perguntar se éramos do Exército por causa da minha camisa camuflada. Tive que rir... "vocês são do Exército?" Esse lance de Exército me perseguiu hoje. No ponto de ônibus voltando pra casa um senhora criticou um garotinho que passou me olhando, acho que olhava pro meu cajado de trilha e ela comentou: " O menino fica olhando, parece que nunca viu alguém fardado!" Ela devia estar se referindo a minha camisa que era camuflada. (risos)


É isso galera em breve teremos mais!
Até lá!

Pensam que acabou?
Quando falei de frio na barriga falava sério!




domingo, 8 de julho de 2012

Morro da Cocanha



Sábado 06/07/2012

Como havia dito, o ritmo das trilhas aumentou consideravelmente, hoje fui a mais um cume, desta vez no P.N.T., seríamos três mais um companheiro nosso não pode ir infelizmente, ele junto é risada na certa. O morro da Cocanha fica ali bem ao lado do Bico do Papagaio, com poucos metros de diferença um do outro. Por incrível que pareça estava frio dentro da floresta, a intensidade da caminhada deu um jeito nisso rapidamente, fizemos essa subida  invertida, onde, na parte final ela inclina vertiginosamente, daquelas trilhas de subir na ponta dos pés.
Começando por partes, no inicio essa trilha é relativamente tranquila e com atrativos bem incomuns de se encontrar numa caminhada na floresta. Um exemplo disso é a ponte pênsil da “Cova da Onça”


Quase na parte íngreme da trilha fomos verificar uma outra secundária e nos deparamos com um portão bem antigo perto de uma construção do outro lado de uma cerca, era apenas o “humilde” quintal de uma das muitas mansões ali do Alto, um pouco abandonado e tomado pela dona desse planeta aquia natureza. É claro fui dar uma olhada.

O símbolo no portão
Era comum ver o calçamento usado na época do império daqueles parecidos com “pé de moleque”.  Também no meio da floresta havia uma espécie de caixa d’água bem antiga e muito bem acabada por dentro, encontramos um opilião, pela primeira vez um dos grandes. Fiquei muito feliz em ver esse bicho de perto!


Com o cansaço da subida meu companheiro olhava a todo o momento a altitude no GPS, quase uma contagem regressiva. Em mais alguns minutos subimos na pedra que é o verdadeiro cume e lá muitas fotos e o vídeo do cume.


















E foi isso, a próxima trilha vai ser molhada.
Até breve!

domingo, 1 de julho de 2012

Pedra Rosilha a exploração!


Sábado 30/06/2012

   Essa nova descoberta surpreendeu de cara com sua trilha íngreme e as muitas bifurcações.  Após cruzarmos um pequeno rio a trilha decolou e não parou mais, achamos outro curso d’água mais a frente e após muitos outros caminhos chegamos a uma casa, era a casa do Jorge, uma pessoa simpática e hospitaleira. Ele nos deu algumas dicas do caminho que foram de grande valia.

Muito bonita essa parte, durante um bom pedaço o chão era feito de pedra, não era como andar num morro feito assim, mas uma trilha comum que a terra foi substituída por rocha, cercada de quaresmeiras, bromélias e uma planta que lembra a sisaleira. 
A frente, fui de teimoso a esquerda numa bifurcação, (mais uma) achando ser o caminho correto mas, pela quantidade de galhos e a vegetação mais alta já deveria imaginar. La na frente a trilha sumiu e dei de cara com essa galerinha ai:
Meu companheiro preocupado disse: "melhor você sair da André", não era pra menos! Fotografei e dei meia volta. Após retornar ao caminho correto a inclinação aumentou mais, chegávamos na parte mais rochosa da trilha com pedras gigantescas que nos fazem parecer formigas, uma parecia muito com o formato de uma capivara. Essa parte também lembra a trilha do Roncador na Colônia Juliano Moreira.

Pedra da Capivara





























Dava pra perceber que estava próximo, chegamos um pouco esquerda paralelamente a rocha no que parecia um caminho marcado. Ali fui dar uma de “Tarzan”, subi numa árvore pra ver o que de baixo parecia viável como caminho, ficamos realmente na dúvida. Olhando lá de cima era muito inclinado e com muitos cactos um vacilo e eu me transformaria num ouriço. Nessa parte a emoção foi tamanha que nem fiz fotos.
Voltando ao  trecho onde  saímos da trilha, seguimos nossa jornada até ver os primeiros raios de luz vindos do outro lado da pedra,  era o cume próximo. Em breves instantes alcançávamos o topo, uma sensação indescritível você sair da sombra da mata e dar de cara com o sol num lajeado desses, eu me sinto recompensado.
Pose no cume verdadeiro











 De lá meu companheiro chamou a atenção pra uma cachoeira no meio da floresta, não tinha visto, mas tinha certeza, era o Véu de Noiva do Camorim. Fizemos um lanche à base do escambo e depois fomos relaxar um pouco à sombra da pedra que é o cume real. Sinceramente não dava vontade de sair.
Na volta aceitamos o convite do Jorge e passamos na sua “casa de campo”. Ele nos ofereceu um aipim delicioso, água da fonte e umas bananas figo. Foto pra posteridade:



Mais uma missão cumprida até mais ver pessoal!